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sexta-feira, 27 de março de 2015

Grupo promove 'beijaço' contra a homofobia na Zona Sul do Rio

Beijaço foi promovido na Praça São Salvador (Foto: Daniel Silveira / G1)

Ato na Praça São Salvador, em Laranjeiras, reuniu dezenas de pessoas.
Local foi palco de agressão a casal gay, fato que gerou a mobilização.Dezenas de pessoas se reuniram na noite desta sexta-feira (27) na Praça São Salvador, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, em um protesto contra a homofobia. Os manifestantes promoveram uma "guerra de purpurina" e se mobilizaram em um “beijaço” coletivo.

Chão da Praça São Salvador no dia do Beijaço (Foto: Daniel Silveira / G1)Chão da Praça São Salvador no dia do Beijaço
(Foto: Daniel Silveira / G1)
"Não haverá mais guetos", destacava o manifesto que foi distribuído aos frequentadores da praça. O ato foi organizado depois de um caso de agressão a dois homens que se beijaram no local no dia 1o de março. No chão da praça, foi pintada, em alguns locais, a frase "Amar é um direito humano".

"Nós não queremos estar em guetos e não aceitaremos mais ser expulsos de lugar nenhum. Temos direito a frequentar todos os espaços e a exercermos a nossa cidadania livremente", disse o ativista Thiago Bassi, um dos organizadores do ato.
Victor Comeira, integrante da Frente Beijo na Praça e do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual, destacou que o “beijaço” tinha o objetivo de dizer que a homofobia acontece em todos os espaços. "A praça São Salvador é conhecida como um local de maior tolerância aos gays e a homofobia está ficando tão banal que ela tem acontecido até mesmo em locais assim", disse. Ele enfatizou que a luta deve ser abraçada por todos. "Não precisa ser homossexual para lutar contra a homofobia. Tiveram casos de pessoas que foram confundidas com homossexuais e severamente agredidas na rua", lembrou.
Beijo coletivo aconteceu na Praça São Salvador (Foto: Daniel Silveira / G1)Beijo coletivo aconteceu na Praça São Salvador (Foto: Daniel Silveira / G1)
Presente no evento, o deputado estadual Carlos Minc (PT) disse que pretende promover na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) uma audiência para discutir os casos de agressão a homossexuais e contar a quebra da impunidade. "Isso aqui [a Praça São Salvador] é um espaço de diversidade cultural. Se até num espaço como este as pessoas estão sendo agredidas, o Rio vai deixar de ser conhecido pela valorização à liberdade. Precisamos romper com a impunidade", disse.
Ativista usaram tatuagem adesiva com a frase "beijo pelos direitos humanos" (Foto: Daniel Silveira / G1)Ativista usaram tatuagem adesiva com a frase "um
beijo pelos direitos humanos"
(Foto: Daniel Silveira / G1)
O coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofonia da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento, disse que o órgão busca discutir que a impunidade seja combatida com educação. "O que a gente está negociando é de que a punição a casos de homofobia contemple penas pecuniárias que sejam muito mais educativas do que coercitivas como, por exemplo, colocar o agressor para distribuir panfletos informativos, ou camisinhas em campanhas contra a Aids, por exemplo.
Conivência à agressão
Testemunhas contaram que no dia 1º de março, um grupo de homens arremessou copos contra um casal gay que se beijava na praça. Policiais militares e guardas municipais que estavam no local teriam se recusado a prestar assitência às vítimas. Um pequeno grupo, então, promoveu um beijaço espontâneo como forma de protesto, o que gerou novo ataque do grupo, que arremessou mais copos e garrafas de vidro. Só então a Polícia Militar interveio.
Deputado Carlos Minc foi à Praça São Salvador apoiar o ato contra a homofobia (Foto: Daniel Silveira / G1)Deputado Carlos Minc foi à Praça São Salvador
apoiar o ato contra a homofobia
(Foto: Daniel Silveira / G1)
O deputado Carlos Minc destacou que a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para apurar a denúncia de que os policiais militares que estavam na praça naquela ocasião protegeram os agressores. "Sabemos que um dos agressores está envolvido criminalmente em outros casos de violência. Testemunhas disseram que os policiais o tratavam com intimidade, que era recíproca. Policial não pode ser conivente com agressores", disse.

Segundo testemunhas, o agressor ao qual Minc se referiu é um dos quatro denunciados pelo Ministério Público pela agressão a um adolescente que foi espancado e preso a um poste no Aterro do Flamengo, no ano passado. Eles fariam parte de um grupo que atacava minorias e se dizia justiceiro, punindo delinquentes nos bairros Laranjeiras, Catete e Flamengo.
Marcus Fontenele e João Freire se posicionaram a favor do beijaço (Foto: Daniel Silveira / G1)Marcus Fontenele e João Freire se posicionaram a
favor do beijaço (Foto: Daniel Silveira / G1)
No bar Casa Brasil, à margem da praça, uma faixa foi estendida informando que a casa apoia a campanha contra a homofonia. "Veicularam nas redes sociais que a confusão aconteceu aqui e que nós fornecemos copos aos agressores, mas isso é uma inverdade. Os dois grupos estavam confundindo aqui, mas a briga aconteceu na praça e nós não apoiamos a briga", disse o advogado Marcus Fontenelle.
"Nós oferecemos copos para o consumo de cerveja, não para briga. E qualquer pessoa sempre foi bem-vinda aqui, não há descriminação a ninguém aqui dentro", garantiu o proprietário do Casa Brasil, João Paulo Freire.
Ato aconteceu na noite desta segunda-feira (Foto: Daniel Silveira / G1)

terça-feira, 24 de março de 2015

Velório de Cláudio Marzo tem local alterado para o Memorial do Carmo

Cláudio Marzo em 'Era uma vez',de 1998 (Foto: Divulgação/TV Globo)
O Memorial do Carmo, no bairro do Caju, Zona Portuária do Rio, será o local de velório do atorCláudio Marzo . Inicialmente, o funeral aconteceria no Parque Lage, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul. A cerimônia permanecerá aberta ao público, entre 11h e 16h de quinta-feira (26). A cremação do corpo acontecerá no mesmo dia, às 18h, em uma cerimônia reservada somente à família.
Cláudio Marzo, de 74 anos, morreu às 5h39 deste domingo (22) na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. Segundo a assessoria da unidade, ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com quadro de pneumonia desde o dia 4 de março.
Segundo a assessoria do hospital, Marzo tinha o desejo de ser cremado. A família aguarda a chegada de um dos filhos que mora na Austrália.
Outras internações
O ator também foi internado no dia 8 de fevereiro devido a um quadro infeccioso, associado à insuficiência renal e a um enfisema descompensado, informou o boletim médico divulgado pelo Dr. João Manuel Pedroso, clínico geral e cardiologista do ator.
No dia 28 de dezembro de 2014, Cláudio foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do mesmo hospital com um quadro de arritmia cardíaca e pneumonia. Entretanto, recebeu alta médica no dia 31 de dezembro e pôde passar a virada do ano em casa.Primeiro time da Globo
Marzo tinha 25 anos quando recebeu o convite para trabalhar na TV Globo. Ele morava em São Paulo e fazia parte do Grupo Oficina. Ele ainda atuava como dublador da série americana “Mr. Novac”. Foi quando se mudou para o Rio e assinou contrato. Ele fez parte do primeiro grupo de atores contratados pela Globo, inaugurada em 26 de abril de 1965.
“Por coincidência, a Globo tinha comprado esses filmes que eu dublava. Então, já contratado, eu continuava em São Paulo, até terminar as dublagens. Queria ter vindo antes, estava doido para vir para o Rio”, lembrou o ator, em depoimento ao site Memória Globo.
Foi por conta desse pequeno atraso que o ator acabou escalado não para a primeira, mas para a segunda novela da emissora no horário das 19h. Era “A Moreninha”, de Graça Mello, com 35 capítulos.
Ele nasceu no dia 26 de setembro de 1940, em São Paulo, filho de uma família de operários e descendente de italianos. O ator abandonou os estudos aos 17 anos para trabalhar como figurante na TV Paulista. Depois, foi contratado pela TV Tupi. “Deixei até o cabelo crescer para viver o músico, ninguém naquela época tinha cabelo comprido”, disse.
Claudio Marzo e Regina Duarte em Minha Doce Namorada (Foto: Divulgação/TV Globo)Cláudio Marzo e Regina Duarte em 'Minha Doce
Namorada' (Foto: Divulgação/TV Globo)
“Sempre tive vontade de ser ator, achava uma coisa fantástica. Os atores me emocionavam. Achava interessante você transmitir emoções e consciência de mundo para as pessoas. Na época, eu acreditava, ingenuamente até, que o teatro pudesse modificar o mundo.”
Par com Regina Duarte
O ator participou de várias novelas nos anos 1960, sendo "Véu de Noiva" um de seus momentos mais marcantes. Ele atuou ao lado de Regina Duarte, na trama de Janete Clair. A novela é considerada importante por ter sido uma resposta à tendência iniciada por "Beto Rockfeller", exibida pela TV Tupi. Foi ainda a primeira a ganhar uma trilha sonora original, com músicas escolhidas por Nelson Motta.

O par romântico Marzo e Regina Duarte no gosto popular. E voltou a ser escalado em "Irmãos Coragem", de Janete Clair, produzida em 1970. Na trama, o ator viveu um dos irmãos Coragem, Duda, um craque dos campos de futebol. Foi mais um sucesso de público. “Eu não queria fazer sucesso em televisão. Eu queria ser ator de teatro, entende? E achava que, na minha cabeça, na época, fazer sucesso em televisão era uma coisa que te queimava. Novela, televisão, isso era uma coisa inferior. Mas eu precisava trabalhar”, confessa.

"Minha doce namorada", de 1971, e "Carinhoso", de 1973, trouxeram de volta Cláudio Marzo e Regina Duarte. Na década seguinte, participou de produções que marcariam a carreira. Em "Brilhante", novela de Gilberto Braga exibida em 1981, interpretou o motorista Carlos, que vivia romance com a patroa, Chica Newman, interpretada por Fernanda Montenegro.
Manchete e filmes
Marzo também participou de duas novelas na extinta TV Manchete. Ele esteve em "Kananga do Japão", de Wilson Aguiar Filho, em 1989; e "Pantanal", de Benedito Ruy Barbosa, no ano seguinte. A carreira de Marzo também inclui trabalhos no cinema. Foram 35 longas-metragens, com destaque para "O Homem Nu", dirigido por Hugo Carvana, com roteiro de Fernando Sabino, em 1990.
Retorno à TV Globo
De volta à Globo em 1993, atuou em "Fera Ferida", de Aguinaldo Silva, no papel do coveiro Orestes Fronteira. Dois anos depois, foi convidado para participar do remake de "Irmãos Coragem", dessa vez vivendo o poderoso coronel Pedro Barros, justamente quem perseguia a família Coragem. Em 2007, na Globo, atuou na novela "Desejo Proibido", de Walther Negrão, e na minissérie "Amazônia – De Galvez a Chico Mendes", de Gloria Perez, no papel de Ramalho Jr, ex-governador do Acre. O último trabalho na Globo foi no seriado "Guerra e Paz", em 2008. O ator interpretou o capitão Guerra.
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Trajetória em linha do tempo de Cláudio Marzo (Foto: G1)

sexta-feira, 6 de março de 2015

TJ-RJ suspende torcidas organizadas de Vasco e Fluminense por 1 ano

Clássico entre Vasco e Fluminense teve mais de 120 detidos por brigas no entorno do Engenhão (Foto: reprodução / TV Globo)O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve junto ao Juizado do Torcedor e Grandes Eventos, nesta sexta-feira (6), a suspensão da Torcida Organizada Young Flu e da Torcida Organizada Força Jovem do Vasco dos estádios. A decisão do juiz Marcello Rubioli determina o afastamento por um ano dos locais em que se realizem eventos esportivos, em todo território nacional, sob pena de multa de R$ 20 mil por integrante identificado e/ou por evento.

A decisão teve por base ação civil pública proposta pela promotora de Justiça Glicia Pessanha Crispim, em auxílio à 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital.

O juiz também determinou a penhora dos bens móveis da sede da Força Jovem Vasco para o pagamento de multa requerida pelo MP no valor de R$ 301 mil pelo descumprimento da decisão liminar anterior. Tanto a ACP quanto a petição decorrem de fatos divulgados pela mídia esportiva, ocorridos momentos antes da partida entre Fluminense e Vasco da Gama, realizada no Estádio do Engenhão, pela 6ª rodada do Campeonato Carioca de 2015, no dia 22 de fevereiro.

Proibição
Em janeiro de 2014, a Justiça do Rio também havia proibido a torcida organizada Força Jovem do Vasco (FJV) de frequentar jogos de futebol e eventos esportivos durante um ano. A causa foi umabriga entre torcedores de Vasco e Atlético Paranaense em dezembro de 2013.

Pelo menos quatro torcedores ficaram feridos durante a confusão nas arquibancadas da Arena Joinville durante o embate entre o Vasco e o Atlético Paranaense pela última rodada do Campeonato Brasileiro.