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sábado, 24 de janeiro de 2015

Após quase seis meses, tripulantes são resgatados de navio no RS

Operação retirou 11 pessoas de navio em alto-mar, em Rio Grande. 
Embarcação está retida desde agosto de 2014 por causa de dívidas.

Tripulação deixa navio retido no RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
Após 177 dias confinados em alto-mar, 11 tripulantes do navio Adamastos foram resgatados neste sábado (24) em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Eles estavam retidos, em péssimas condições de sanitárias e de alimentação, desde que a embarcação de bandeira liberiana foi impedida de deixar o porto até o pagamento de dívidas. Fiscais do Ministério do Trabalho acompanharam a operação.
Pela manhã, uma lancha foi até a embarcação e retirou cinco tripulantes, que foram levados para um hotel e depois para o almoço em uma churrascaria. À tarde, a operação foi concluída com a retirada de outras seis pessoas, incluindo o capitão da embarcação.
Tripulantes de navio liberiano pedem ajuda no RS (Foto: Delegacia do Trabalho/Divulgação)O grupo é composto por oito egípcios, dois romenos e um georgiano, que devem ser repatriados para seus países de origem nos próximos dias. Originalmente, o navio cargueiro tinha 23 tripulantes. No fim de dezembro, oito deixaram a embarcação mesmo sem o pagamento dos salários atrasados, que ultrapassam a marca de US$ 300 mil. Outros quatro homens haviam saído anteriormente no mesmo mês.
O navio está retido desde o dia 9 de agosto de 2014, a cerca de 12 quilômetros da entrada do porto da cidade. A embarcação chegou ao porto no dia 30 de julho para ser carregada com soja. Na saída, apresentou problemas mecânicos e encalhou. Desde então, a saída do navio foi impedida até o pagamento de uma dívida milionária.
A Marinha assumiu o controle do navio até que a Justiça determine uma solução para o impasse. A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma ação contra nove empresas responsáveis pela embarcação, sendo cinco nacionais e quatro estrangeiras. Até segunda-feira (26), elas devem providenciar o conserto do navio, novos tripulantes e a destinação para a carga de 54 mil toneladas de soja, avaliada em R$ 32 milhões. A multa em caso de descumprimento é de R$ 500 mil.