domingo, 1 de março de 2015

Dilma inaugura Túnel Rio450 durante festa de aniversário do Rio

Dilma na inauguração do túnel rio450 (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)A presidente Dilma Rousseff participou na tarde deste domingo (1) da inauguração do Túnel Rio450, que liga o Centro ao Viaduto do Gasômetro, na Zona Portuária, e é o primeiro subterrâneo do Rio. Na cerimônia, em comemoração aos 450 anos da cidade, a presidente – condecorada no fim do dia com a Medalha 1° de Março – discursou ao lado do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito da cidade, Eduardo Paes.
Em seu discurso, Dilma enfatizou as parcerias entre os governos federal, estadual e municipal e as empresas privadas e também reforçou a importância de unir a cidade. Na plateia, essencialmente políticos e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI)."Acredito que a afirmação da cidade do Rio de Janeiro é algo importantíssimo para todos nós. E nós estamos provando aqui que uma transformação de porte é possível, combinando a parceria público-privada. Aqui combinamos recursos do governo federal, do governo do estado, da prefeitura e da iniciativa privada. Isso é muito importante, porque gera emprego, qualidade de vida e gera melhor mobilidade urbana e melhor ocupação cultural e de lazer de uma cidade", afirmou.
"Cumprimento o prefeito por ter inaugurado em Madureira um palácio [terceira sede da prefeitura do Rio, inaugurada neste domingo na Zona Norte] . É uma demonstração que o Rio tem vários corações e eles batem simultaneamente. Um palácio em Madureira [na verdade fica no bairro vizinho de Oswaldo Cruz] faz algo que eu considero importantíssimo, que nós sempre buscamos, quando fizemos, por exemplo, o teleférico lá do Alemão [Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte]... Que é acabar com a divisão morro e litoral. Essa divisão gera uma divisão social também. Colocar um palácio em Madureira mostra que a cidade está buscando sua unidade, está construindo esta unidade de forma admistrativa e política", ressaltou a presidente, também citando a inauguração da Transcarioca, que corta a cidade e permite o transporte de 400 mil pessoas, como exemplo.
Presidente Dilma com prefeito Eduardo Paes na cerimônia de inauguração do Túnel Rio450 (Foto: Rodrigo Gorosito / G1)Presidente Dilma com prefeito Eduardo Paes
na cerimônia de inauguração do Túnel Rio450
(Foto: Rodrigo Gorosito / G1)
Dilma lembrou ainda da futura Linha 4 do Metrô: "Tenho orgulho de dizer que [a linha] sai de Ipanema via Rocinha... Porque nosso compromisso é esse, unir o morro com o litoral. Algo que foi separado não pela geografia, mas por decisões políticas que dividiram a cidade".
Paes elogia parceria
Dilma chegou ao Centro do Rio, para a inauguração do túnel, pontualmente às 16h, depois de desembarcar no Rio vinda no Uruguai, onde esteve para a posse do presidente Tabaré Vásquez. Na entrada do Túnel Rio450, na Rua Primeiro de Março, no Centro, a presidente participou da cerimônia de corte da faixa inaugural da obra, da qual também participaram o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.Em seguida, a presidente atravessou o túnel num comboio de autoridades. Ao chegar na saída da passagem subterrânea, ouviu o discurso de Eduardo Paes e de Pezão.
"Os cães ladram e a caravana passa. As pessoas não conseguem perceber essas transformações, mas se não fossem as parcerias [com o governo federal, estadual e com empresas privadas] não teríamos trazido as Olimpíadas para cá. Eu sei do seu esforço e da dificuldade que é governar este país. Aqui no Rio, a senhora tem parceiros, amigos e pessoas que vão permanentemente estar apoiando", disse Paes em seu discurso.
protestos no rio - dilma (Foto: Rodrigo Gorosito e Daniel Silveira/G1)Manifestantes a favor de Dilma, à esquerda, na
saída da cerimônia de inauguração do Túnel
Rio450. À direita, um grupo protesta contra o
governo perto do Palácio da Cidade
(Foto: Káthia Mello e Daniel Silveira/G1)
Pezão fala em sonho realizado
Pezão também citou a parceria entre os governos: "Tenho certeza que os três entes federativos juntos – prefeitura, governo do estado e governo federal –, olhando para frente e sabendo dos ajustes que nós temos que fazer,  [que] não podemos perder a capacidade de continuar a sonhar, a investir e a continuar obras que é o que a população do Rio e do estado e do Rio sonhou durante muitos anos".
O Túnel 450, com 1.480 metros de extensão e batizado com este nome em homenagem às comemorações do aniversário da capital fluminense, terá três faixas de operação em sentido único, do Centro para o Gasômetro.
Na saída do evento no Centro, pouco antes das 17h, cerca de 5 manifestantes a favor da presidente Dilma carregavam cartazes de apoio. No mesmo horário, um grupo de cerca de 20 pessoas, perto do Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul do Rio, protestavam contra o governo. A presidente chegou logo em seguida.
Pezão, Dilma e Paes mostram a medalha comemorativa dos 450 anos do Rio (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Pezão, Dilma e Paes mostram a medalha comemorativa dos 450 anos do Rio (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Cerimônia no Palácio da Cidade
Logo após a inauguração do Túnel Rio450, a presidente Dilma Roussef participou da cerimônia oficial de comemoração dos 450 anos do Rio, no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zonal Sul da cidade. No evento, a presidente recebeu a Medalha 1º de Março das mãos do prefeito Eduardo Paes e do governador Luiz Fernando Pezão.
A comemoração contou com a presença dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy e dos ministros do Esporte, George Hilton, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e do Turismo, Vinicius Lages. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha também participou da solenidade. 
A cerimônia descontraída, bem ao estilo carioca, nos jardins do Palácio da Cidade teve show com apresentação de Wanda Sá e Roberto Menescal, dois dos mais famosos nomes da Bossa Nova. Eles cantaram “Rio”, “Ela é carioca”, “Samba do avião” , “Valsa de uma cidade” e "Garota de Ipanema". O dançarino Carlinhos de Jesus subiu ao palco para cumprimentar Dilma, Pezão e Paes. Na companhia  a bailarina Ana Botafogo os dois deram um pequeno show de dança.
Dilma recebe a Medalha 1º de Março das mãos do prefeito Eduardo Paes (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Dilma recebe a Medalha 1º de Março das mãos do
prefeito Eduardo Paes (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Dilma foi agraciada com a medalha juntamente com outros cariocas, de nascimento ou não, mas representantes da carioquice festejada durante todo este domingo de aniversário da cidade: a dama do samba Dona Ivone Lara; a dama do teatro Fernanda Montenegro; o Galinho de Quintino, Zico, recebido aos gritos de "Mengo"; o poeta imortal Ferreira Gullar.
Os vendedores de mate e de biscoito Globo Luís Soares da Silva e Isaias Santos também receberam a premiação. Eles chegaram com o uniforme que usam na praia, levando galões de mate e sacos de biscoito de polvilho.
A cerimônia marcou ainda o lançamento do selo comemorativo, elaborado pelos Correios, e da medalha comemorativa dos 450 Anos, feita em parceria com a Casa da Moeda. Destinada a colecionadores, a medalha cunhada em bronze, prata e ouro e tem seu desenho inspirado no relevo do Morro Dois Irmãos e outros pontos turísticos do Rio. Dilma ganhou uma medalha de prata comemorativa dos 450 anos das mãos do presidente da Casa da Moeda, Francisco Franco.
No discurso, a presidente voltou a ressaltar a parceria do governo federal com os governos do Rio. Dilma também lembrou que a cidade está se preparando para receber as Olimpíadas. "Rio de Janeiro, conte conosco. Nós estaremos presentes para garantir todas as obras. Mais do que as obras, os projetos de resgate social, cultural e histórico dessa cidade fantástica que vai receber uma das maiores cerimônias do mundo que é a Olimpíada. É momento de celebração da paz.", disse a presidente.
Os vendedores de mate e de biscoito Globo são homenageados pelo prefeito Eduardo Paes (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Os vendedores de mate e de biscoito Globo são homenageados pelo prefeito Eduardo Paes (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Vítima de uma insuficiência cardíaca, Anthony Mason morre aos 48 anos

Anthony Mason, Bucks (Foto: Getty Images)O ex-jogador da NBA Anthony Mason não resistiu a uma insuficiência cardíaca congestiva, situação em que o coração se tornar incapaz de manter a circulação sanguínea necessária ao organismo, e morreu neste sábado, aos 48 anos. A informação foi confirmada por um porta-voz do New York Knicks, ex-time do jogador. 
O ex-pivô, que sofreu um infarto na semana passada e passou por quatro cirurgias no coração no início do mês de fevereiro, havia apresentado melhoras e chegou a se comunicar com um dos filhos através de movimentos com a cabeça.
Ex-companheiro de Patrick Ewing e Charles Oakley, o jogador ajudou o New York Knicks a vencer a Conferência do Oeste e chegar às finais da NBA contra o Houston Rocktes na temporada 1993/1994. Mason disputou 13 temporadas da Liga Americana de Basquete, foi eleito o sexto jogador do ano em 1994/95 e esteve no All-Star Game de 2001.
O jogador de 2,01m teve médias de 10,8 pontos e 8,3 rebotes por partida. Além dos Knicks, Mason também defendeu o New Jersey Nets, o Denver Nuggets, o Charlotte Hornets, o Milwaukee Bucks e o Miami Heat. 

Downloads do app Zapzap disparam após polêmica do WhatsApp no Brasil

zapzap (Foto: Divulgação)Quando o analistas de sistemas Erick Costa acordou na manhã desta sexta-feira (27), em Belém do Pará, 50 mil novos usuários haviam baixado seu aplicativo de mensagens instantâneas. Um recorde.
Beneficiado pela crise instaurada após a justiça do Piauí pedir o bloqueio do WhatsApp em todo o país, o dono da versão tupiniquim do app – chamada Zapzap – comemora um salto estatístico inédito: mais de meio milhão de novos downloads desde a última quarta (25).
A ironia é que "Zapzap" é o apelido informal pelo qual milhares de brasileiros conhecem o original WhatsApp. Costa, que transformou o apelido em marca registrada em maio do ano passado, diz só ter "aproveitado a oportunidade".
"Já que íamos criar um mensageiro 100% brasileiro, decidi escolher o nome mais brasileiro possível", disse à BBC. "Zapzap é um nome que todo mundo ia aceitar. Poderia ter escolhido outro qualquer, mais não ia ter essa penetração".Retorno
Apesar do trocadilho, ele diz nunca ter sido procurado pelos donos do Whatsapp – cuja crise se tornou sinônimo de rentabilidade para a concorrência. "Para a gente o retorno foi fantástico. O brasileiro que não queria ficar fora do WhatsApp partiu para a nossa ferramenta. Foi uma opção natural", diz Costa.
Nem tão natural assim. Com medo do fim do WhatsApp, usuários brasileiros criaram correntes dentro do próprio aplicativo incentivando a migração para o Zapzap. "Não tivemos nada a ver com isso", ressalta Costa. "Não mandamos nenhum tipo de propaganda".
A polêmica começou após a justiça do Piauí alegar que os donos do WhatsApp, nos Estados Unidos, não estariam colaborando com investigações sobre pedofilia no Brasil por meio do app.
À BBC Brasil, o delegado Alessandro Barreto, do núcleo de inteligência da policia civil do Piauí, disse que "o WhatsApp é usado no Brasil para crimes como pedofilia, assaltos e tráfico de drogas". Segundo ele, o aplicativo serviria como "facilitador" para crimes.
Após pedir, sem sucesso, que o aplicativo compartilhasse o teor das mensagens trocadas pelos suspeitos de envolvimento com pedofilia em Teresina, a justiça ordenou às operadoras de telefonia que bloqueassem o aplicativo em todo o país por não colaborar com as investigações.
O último capítulo da novela surgiu na tarde desta quinta (26), quando um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) pediu que a decisão de bloqueio nacional do app fosse sustada, alegando que a investigação é local e não nacional.
"Acho que qualquer aplicativo está sujeito a isso. Ferramentas podem ser usadas para o bem e para o mal. O WhatsApp é grande, bilionário, por isso virou alvo", diz Costa, sem revelar o faturamento de sua empresa.
Viber x Telegram
Outros apps estrangeiros de mensagens também comemoram a possível suspensão do WhatsApp – atualmente, o aplicativo de bate-papo mais popular do Brasil e do mundo.
Segundo app de mensagens mais popular do planeta, o Viber diz ter ganhado 3,5 milhões de novos usuários no Brasil até a última quinta-feira (26). Para tanto, vêm usando uma campanha agressiva pelas redes sociais.
"WhatsApp pode ser bloqueado e Telegram cheio de problemas de segurança. Baixe o Viber e continue trocando msgs!", diz o tweet compartilhado quase três mil vezes em 24 horas.
O rival Telegram não deixou por menos. "@ViberBR Tenha mais cuidado ao twittar. Não é bom espalhar falsos boatos para obter usuários. Tente ter grandes recursos em vez disso. ;)", tuitou, compartilhado mais de 2,7 mil vezes.
Também pelo Twitter, o Telegram disse ter registrado 2,5 milhões de novos usuários brasileiros desde quarta (25).

Político da oposição russa, Boris Nemtsov é morto a tiros em Moscou

Boris Nemtsov durante protesto contra Vladimir Putin, em 15 de setembro de 2012 (Foto: AFP Photo/Kirill Kudryavtsev)O político da oposição russa Boris Nemtsov foi morto a tiros no centro de Moscou na madrugada deste sábado (28) pelo horário local (sexta à noite, em Brasília), anunciou a polícia da capital.
"No centro de Moscou, mataram um homem com documentos [de identidade] em nome de Boris Yefimovich Nemtsov", informou o porta-voz da polícia local.
De acordo com a agência russa de notícias RIA Novosti, a polícia informou que várias pessoas testemunharam o assassinato.
"Eu vi o corpo de Boris na minha frente. Há muitos policiais em volta", contou à RIA Novosti o também opositor Ilya Yashin, ligado a Nemtsov.
Boris Nemtsov passeava com uma jovem pela Grande Ponte de Pedra, que fica perto do Kremlin, quando "atiraram quatro vezes nas suas costas, causando sua morte", declarou a porta-voz do Ministério russo do Interior, Elena Alexeva, à emissora Rússia 24.
Para o presidente Vladimir Putin, o assassinato de Boris Nemtsov "tem as marcas de uma morte encomendada e tem toda uma provocação", disse seu porta-voz Dmitri Peskov.
Segundo Peskov, o presidente pediu ao Comitê de Investigação, ao Ministério do Interior e ao FSB (antiga KGB) que investiguem o assassinato.

A Casa Branca condenou "o brutal assassinato" e convocu o governo russo a conduzir uma investigação "transparente e imparcial" para garantir que os responsáveis cheguem à Justiça.
Médicos carregam o corpo do líder oposicionista Boris Nemtsov, morto em Moscou na madrugada de sabado (28) (Foto: Reuters/Maxim Shemetov)Médicos carregam o corpo do líder oposicionista Boris Nemtsov, morto em Moscou na madrugada de sabado (28) (Foto: Reuters/Maxim Shemetov)

Ministro determina que PF investigue casos denunciados no Swissleaks

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concede entrevista em São Paulo sobre a investigação de casos do chamado "Swissleaks" (Foto: Marcelo Mora / G1)O Ministério da Justiça informou neste sábado (28) que o ministro José Eduardo Cardozo determinou à Polícia Federal que investigue eventuais irregularidades relacionadas a brasileiros nas denúncias do Swissleaks, como foi batizado o vazamento de dados bancários de clientes de uma agência do HSBC na Suíça.
Os dados são analisados por um grupo de jornalistas do mundo inteiro, chamado de Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Há duas semana, o consórcio começou a divulgar as informações segundo as quais o HSBC teria ajudado clientes a esconder bilhões de dólares no país europeu entre 2006 e 2007. Há 8.000 correntistas brasileiros na agência.De acordo com nota do Ministério da Justça, o ministro quer a apuração de "possíveis atos ilícitos" envolvendo os brasileiros correntistas. "A determinação ao diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Leandro Daiello, é que que se faça análise, apuração de eventuais ilícitos e adoção das providências cabíveis”, diz o texto da pasta da Justiça.
O Brasil aparece como o nono país da lista de correntistas, com US$ 7 bilhões nas contas no período em questão. Segundo os arquivos, 8.667 clientes tinham algum vínculo com o Brasil, sendo 55% com a nacionalidade brasileira.
Em entrevista concedida na tarde deste sábado, em São Paulo, o ministro José Eduardo Cardozo disse que haverá uma investigação conjunta de Polícia Federal, Receita Federal e demais órgãos de fiscalização, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda.
"A partir de uma reunião da Polícia Federal, da Receita Federal, determinei que se abra um inquérito  para apurar eventuais ocorrências criminais", declarou.Segundo o ministro, "há indícios" de irregularidades por parte de pessoas que teriam contas fora do país, conforme vem sendo noticiado pela imprensa nos últimos dias. No entanto, durante as investigações é que será possível apontar se o dinheiro enviado para o exterior teria origem ilícita, ressaltou. "Não posso afirmar que a fonte do dinheiro é ilícita. O que posso afirmar e que a fonte desse dinheiro será investigada", afirmou.
O ministro evitou responsabilizar previamente a instituição financeira envolvida, o HSBC. "Não vou dar nenhum pré-julgamento. Vamos investigar primeiro para sabermos a participação e se os procedimentos de cada um envolveu prática criminal", afirmou. Para o ministro, e impossível  quantificar os prejuízos para os cofres públicos com a eventual sonegação de impostos no momento.Ônibus do Rio
Na última quarta-feira (25), o consórcio de jornalistas divulgou que 31 sócios, integrantes da diretoria e empresários ligados a empresas de ônibus do Rio tinham recursos aplicados em contas na subsidiária do banco na Suíça, nos anos de 2006 e 2007.
Entre os nomes de empresários de ônibus do Rio citados na lista de clientes do HSBC estáo empresário Jacob Barata, conhecido como o "Rei dos Ônibus". Barata, que tem participação em 16 empresas de ônibus na cidade, teria mantido US$ 17,6 milhões em uma conta conjunta com familiares no HSBC da Suíça, entre 2006 e 2007.
A assessoria do empresário divulgou nota negando que ele tenha contas bancárias na Europa. Segundo o documento, Jacob Barata Filho nega "veementemente a existência das mencionadas contas relacionadas à sua família, cujos supostos valores divulgados pela imprensa são absurdos".
De acordo com o Banco Central, residentes no Brasil – pessoas físicas ou jurídicas – podem ser titulares de contas em moeda estrangeira no exterior, desde que as remessas sejam feitas em rede bancária autorizada a operar em câmbio. Além disso, donos de contas e ativos no exterior superiores ou equivalentes a US$ 100 mil devem prestar declarações anualmente ao BC.
Investigações
A Receita Federal já havia informado que teve acesso aos nomes dos brasileiros e que vai apurar as irregularidades, uma vez que, para ter conta no exterior, é preciso informar ao Banco Central e à Receita.
A Procuradoria-Geral da República também abriu, na semana passada, um procedimento para apurar  suspeitas de evasão fiscal no caso Swissleaks.
Desde o ínicio do mês, a investigação batizada de "SwissLeaks" apontou que várias personalidades políticas, do entretenimento, do esporte e dos negócios estão envolvidas em um caso de fraude fiscal com suas contas no HSBC. Os clientes teriam utilizado artifícios para manter em suas contas dinheiro não declarado entre 2005 e 2007.

Carro usado por suspeitos de matar líder da oposição russa é encontrado

A polícia de Moscou localizou neste sábado (28) o carro desde o qual foram efetuados os disparos que mataram na noite de sexta-feira o líder da oposição liberal russa, Boris Nemtsov, segundo um porta-voz das forças da ordem russas citado por vários meios de comunicação.
Carro usado por suspeitos de matar líder da oposição russa foi encontrado (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)Carro usado por suspeitos de matar líder da oposição russa foi encontrado (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)
"O veículo de cor branco dos assassinos foi achado perto do local onde ocorreram os disparos", apontou o porta-voz da polícia.
Outra fonte precisou que o Lada Priora branco dos assassinos foi achado perto da popular rua pedestre de Arbat, próximo da ponte sobre o rio Moscova onde o político opositor, um dos maiores críticos do presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi assassinado.
"O primeiro reconhecimento do carro, achado em uma das ruas junto à Arbat, oferece sérios indícios de que precisamente os assassinos de Nemtsov fugiram pela via", assegurou o porta-voz da polícia à agência 'Interfax'.
Nemtsov, de 55 anos, foi atingido por quatro tiros nas costas quando passeava com uma amiga por uma das pontes sobre o rio Moscova, próxima ao Kremlin.
"Foram realizados vários disparos. No local, foram encontradas seis cápsulas de projétil de bala. Infelizmente, quatro alcançaram seu alvo", disse a porta-voz do Ministério do Interior russo, Elena Alexéyeva.
Ex-vice-primeiro-ministro em 1998, Nemtsov era um dos maiores críticos da ingerência russa na Ucrânia defendida por Putin, tanto na Revolução Laranja de 2004 como na anexação da península da Crimeia ou recente apoio aos separatistas pró-Rússia.
Pouco após sua morte ser anunciado, Putin assinalou que o crime 'tem toda a pinta de um assassinato por encomenda, de caráter extremamente provocador', e assumiu pessoalmente o controle sobre a investigação, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Político da oposição russa, Boris Nemtsov é morto a tiros em Moscou

Boris Nemtsov durante protesto contra Vladimir Putin, em 15 de setembro de 2012 (Foto: AFP Photo/Kirill Kudryavtsev)O político da oposição russa Boris Nemtsov foi morto a tiros no centro de Moscou na madrugada deste sábado (28) pelo horário local (sexta à noite, em Brasília), anunciou a polícia da capital.
"No centro de Moscou, mataram um homem com documentos [de identidade] em nome de Boris Yefimovich Nemtsov", informou o porta-voz da polícia local.
De acordo com a agência russa de notícias RIA Novosti, a polícia informou que várias pessoas testemunharam o assassinato.
"Eu vi o corpo de Boris na minha frente. Há muitos policiais em volta", contou à RIA Novosti o também opositor Ilya Yashin, ligado a Nemtsov.
Boris Nemtsov passeava com uma jovem pela Grande Ponte de Pedra, que fica perto do Kremlin, quando "atiraram quatro vezes nas suas costas, causando sua morte", declarou a porta-voz do Ministério russo do Interior, Elena Alexeva, à emissora Rússia 24.
Para o presidente Vladimir Putin, o assassinato de Boris Nemtsov "tem as marcas de uma morte encomendada e tem toda uma provocação", disse seu porta-voz Dmitri Peskov.
Segundo Peskov, o presidente pediu ao Comitê de Investigação, ao Ministério do Interior e ao FSB (antiga KGB) que investiguem o assassinato.
Médicos carregam o corpo do líder oposicionista Boris Nemtsov, morto em Moscou na madrugada de sabado (28) (Foto: Reuters/Maxim Shemetov)Médicos carregam o corpo do líder oposicionista Boris Nemtsov, morto em Moscou na madrugada de sabado (28) (Foto: Reuters/Maxim Shemetov)